MMP
 

 

Meu Mundo em Perigo estreia em Ribeirão Preto

24 fev

Na sexta-feira, 4 de março Meu Mundo em Perigo estreia com sessões diárias, sempre às 14h, no Cinemark Novo Shopping, em Ribeirão Preto (SP).

Como sexta-feira é pré-carnaval, e carnaval é sinônimo (para alguns) de dias de descanço e cinema, é a oportunidade, pra quem mora na região,  de assistir o filme.

A história de um fotógrafo desempregado que vê seu mundo desmoronar quando a ex-mulher volta de uma clínica e pede a guarda de sua filho. No meio de todo o desgaste jurídico pela guarda do filho, ele se apaixona por uma jovem, que se esconde num hotelzinho no centro de São Paulo. E para completar a agonia deste homem, ele atropela um homem numa rua escura qualquer. Um cruzamento de emoções que trazem a sensação de um mundo ruindo.

Assista o trailer no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Xq_m_qp8CEk

 
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Mais sobre Meu Mundo em Perigo

27 jan

Meu Mundo em Perigo segue cartaz nos cinemas Brasil afora. Em Vitória (ES), o filme está sendo exibido até o dia 3 de fevereiro, no Cineclube Metrópole, na Universidade Federal do Espirito Santo (Av. Fernando Ferrari, 514), com sessões as 17h e 19h. 

 Em fevereiro o filme volta à Porto Alegre (RS), no Cine Santander, de 15 a 20 e de 22 a 27. Os horários das sessões serão divulgadas em breve.

Seguindo as divulgações do diário de gravações de J.E. Belmonte, abaixo vai o texto sobre uma das cenas marcantes do filme (atropelamento), escrito pelo diretor,  em abril de 2007.  

” Fazer uma cena de ação (atropelamento) num filme sem orçamento. Eis o desafio do dia. Escrevi essa cena ciente que podia fazê-la baseado na experiência de “5 Filmes Estrangeiros”. Para este filme, peguei no Detran um carro batido e depois consegui um igual não batido. Durante o acidente filmei closes e já mostrei o carro batido. Também, nesse curta havia o alibi da comédia e o espirito era de anarquia trash. Mas creio ser possivel fazer a devida adaptação com o mesmo princípio. Sempre que me envolvi em acidentes de trânsito tudo acontecia tão rápido que só ia ter a consciência do acidente alguns segundos depois. Em todo caso, o Ronaldo veio aqui pra dar uma abençoada na situação e temos o corpo de bombeiros no set.

Como essa diária é toda sobre a familia do Fito (Milhem Cortaz)  precisavamos filmar além do atropelamento algumas cenas do cotidiano de dia desse núcleo.  Estipulamos então, começarmos ao meio-dia até meia-noite. Pois aí conciliamos nossas necessidades.

Foi tudo muito bem. Achava o texto carregado demais no melodrama: a esposa do Fito amargurada demais, o Fito muito menino idiota e o pai escroto pra caralho. Mas os atores souberam dar uma dimensão transcendental. Fito pelo Milhem ficou um bronco (meio ingênuo, meio viril) que você não sabe até quando ele vai aguentar tanta opressão. A mulher dele,  pela Ziza Brisola, se transformou na masoquista que sabe administrar o sádico, e o Wolney de Assis (puta atuação) transformou o pai facista, reacionário e bêbado, num velho coitado preso a toda sua amargura, frustração e ressentimento.

A cena de noite, quando ele sai pra beber com o filho após o bolo de aniversário, é de chorar de pena daquele maníaco. Por último, fomos ao atropelamento. Pensei numa rua fechada, mas a Marcela sugeriu que filmássemos mais embaixo,  numa encruzilhada. Se por um lado, ganhavamos mais em pontos de fuga e enquadramentos mais complexos, por outro lado,  a energia ficou pesada. Luz pipocava, carro pifava, enfim… Vendo que estourava a diária falei pra filmarmos outro dia, mas a Marcela, num gesto de sensatez, falou pra irmos até o fim. E fomos.

Tentei filmar o atropelamento usando jogos variados de lente e velocidade de câmera (fast motion). Filmei o Wolney no meio da rua e o carro chegando rápido num plano geral em teleobjetiva. O carro vem rápido e na verdade passa por detrás dele, mas como a tele tira profundidade de campo parece que o carro está indo na direção dele. Coloquei a câmera dentro do carro com uma grande angular indo em direção a ele. O carro por segurança não vai tão rápido, mas a grande como aumenta a profundidade de campo, faz parecer que estamos nos aproximando muito rápido. Fiz detalhes do Wolney batendo partes do corpo no capô do carro em baixa velocidade e acelerei na montagem e coloquei sons hiper reais- mais fortes-  que aumentam a sensação de porrada. Nos baques ainda coloquei uma solda do lado pro clarão dela invandir meu plano. Fiz muitos closes e detalhes com câmeras na mão freneticas em teleobjetivas que causam uma puta sensação de vertigem. Fiz vários chicotes. Também pedi pro Lava criar várias áreas de sombra pra esconder nossas adversidades como nos dar uma sensação meio pesada, meio tensa.

Vejam e digam se funciona.”

 

 

Brasil afora: Meu Mundo estreia em Porto Alegre

07 jan

Dando sequência a tour de exibições,  Meu Mundo em Perigo está em cartaz no Cinebancários(Rua General Câmara, 424) em Porto Alegre (RS), até o dia 16 de janeiro. O filme está sendo exibido em sessões às 15h, 17h e 19h.

 
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Programação Meu Mundo em Perigo de final de ano

23 dez

Confira as salas em que o filme está em cartaz e aproveite aqueles dias de descanço para uma sessãozinha.

São Paulo
De 25 a 30 de dezembro:
Cine Belas Artes – sala 4 Aleijadinho, às 15h10min.

Aracajú (SE)
Até 6 de janeiro
Cinemark Shopping Jardins
Sessões diárias às 14 horas

Porto Alegre (RS)
Estreia no Cinebancários dia 4 de janeiro.

 
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O tom da história – diário de gravação

14 dez

Depois da estreia comercial de Meu Mundo em Perigo nos cinemas,  resolvemos publicar trechos do diário de gravação do diretor J.E. Belmonte, falando sobre a construção de algumas cenas.

O texto abaixo é sobre o segundo dia de filmagem do longa, com os atores Eucir de Souza e Rosanne Mulholland.

“Na verdade esse dia poderia ser considerado o primeiro. Pois tivemos a equipe inteira e no dia anterior foi uma equipe reduzida. Mas enfim, esse foi um dia fundamental porque descobri como narrar a história ou tive certeza que minhas anotações eram certas. O jeito era colar no rosto dos meus protagonistas e deixar eles falarem. Fazer o filme pros atores, principalmente o Eucir. Porque ele entrou numa energia tão forte e poderosa que me deixou chocado.

No dia anterior tinha achado que o Eucir estava sem entender ainda o personagem. Estava muito entre o low profile banana conduzido pelas circunstâncias e o trágico. Não transitava bem entre uma coisa e outra, o personagem fugia, não soava orgânico. Somente na hora que a Justine foi pro mar e não voltou e que ele  ficou realmente  puto e impotente, e achei que colou. Quando chegamos pra começar a filmar eu arquitetava na minha cabeça que, como ele era bom ator, seria fácil transformar a atuação dele caso continuasse nesse não entendimento. Os excessos pra lá ou pra cá, os desvios, as bolas foras eu ajeitaria na montagem. Cortando, ocultando, apressando… Usaria o que estive ao meu dispor de manipular pelos enquadramentos e pelo ritmo para dar a organicidade que eu desconfiava ainda não haver.

Marquei as duas  câmeras. Uma no tripé, no fim do corredor e em tele, enquadrava apenas o Eucir ocultando a Rosanne, que estava dentro do quarto de hotel. A outra câmera na mão, também em tele, somente para a Rosanne, que abrira a porta e não veríamos nada do Eucir, nem do corredor. O Lavenère falou que eu estava pulando o eixo. Já disse o que acho sobre essa história de eixo, mas enfim… Era isso mesmo. O plano quando cortado pro contra-plano daria uma estranheza e um  plano jamais apresentaria a referência do outro. Seriam mundos distintos se encontrando e conflitando no mesmo espaço. Quando estava indo pra câmera do fim do corredor dar o “ação” senti uma coisas estranha. Um arrepio na espinha de medo e excitação. Me veio a consciência que apesar de toda aquela precariedade estávamos fazendo um filme. Me senti como se estivesse numa realidade paralela. Um sonho acordado. Na hora que gritei ação veio a mágica. O Eucir mostrou um personagem não antes mostrado. Trágico, a deriva, sonhador… Fiquei tão estarrecido que quando acabou a cena demorei a cortar. Fiz um segundo take próximo a câmera que estava na mão e  veio com mais verdade. Fiquei perplexo, mas naquele momento achei o tom do filme, mostrado pelo Eucir. Mandei todo meu planejamento e idéias pré-concebidas as favas  e fui atuando work in progress com eles. Dizendo o que ser feito a cada momento. A cena que começou no corredor terminou no buteco ao lado, num plano sequência lindo de 20 minutos que montados duram 5 minutos na história. Ao fim do dia  fomos beber nesse mesmo bar sem entender muito aquela energia mágica que parecia que nos possuíra. A Rosanne chegou pra mim e falou: “Esse ator… Eucir… – Fez uma interjeição e uma cara de quem estava no paraíso. E se calou. E eu concordava plenamente com ela.”

 

 

Meu Mundo em Perigo, estreia com retrospectiva de J. E. Belmonte

10 dez

Depois das sessões de pré-estreia em São Paulo e no Rio de Janeiro, Meu Mundo em Perigo, estreia hoje na sala 4 – Aleijadinho, no Cine Belas Artes, em São Paulo.

O filme, que foi um dos grandes premiados no Festival do Cinema Brasileiro de Brasília, em 2007 (melhor ator, melhor ator coadjuvante e melhor filme pela crítica), finalmente entra no circuito comercial, com distribuição da Vitrine Filmes e produção da Anhangabaú Produções e Film Noise.

Nesta semana, além de São Paulo, o filme também estreia em Salvador (BA), no Cine XIV. A estréia oficial no Rio de Janeiro ainda será divulgada na próxima semana.

Retrospectiva J.E. Belmonte:

Com a estreia de Meu Mundo em Perigo, o Cine Belas Artes vai exibir uma retrospectiva com os trabalhos do diretor José Eduardo Belmonte. Serão exibidos os longas Se Nada Mais Der Certo, A Concepção e Subterrâneos, este último, inédito no circuito comercial. Também serão exibidos os quatro curtas do cineasta.

 SERVIÇO

 Meu Mundo em Perigo

São Paulo
Horário: 14h30, 16h30 e 20h40
Local: Belas Artes – Rua Consolação, 2423 – Consolação, São Paulo – (11) 3258-4092
Preço do ingresso: R$18,00 (inteira) e R$ 9,00 (meia)
Sala 4 – Aleijadinho

Salvador (BA)
Horário: 15h40 e 19h20
Local: Rua Frei Vicente, 12/14, Quarteirão Cultural, Pelourinho-  (71) 3324-9206
Sala 1 

Retrospectiva José Eduardo Belmonte

Data: de 10 a 16 de dezembro
Horário: 18h30
Local: Belas Artes – Rua Consolação, 2423 – Consolação, São Paulo – 11 3258-4092
Preço do ingresso: R$18,00 (inteira) e R$ 9,00 (meia)
Sala 4 – Aleijadinho

 PROGRAMAÇÃO RETROSPECTIVA JOSÉ EDUARDO BELMONTE 

10/12 – sexta-feira: Concepção
11/12 – sábado: Subterrâneos
12/12 – domingo: Seleção de Curtas
13/12 – segunda-feira: Se Nada Mais Der Certo
14/12 – terça-feira: Concepção
15/12 – quarta-feira: Se Nada Mais Der Certo
16/12 – quinta-feira: Meu Mundo Em Perigo, após a sessão acontecerá o debate com o diretor e convidado especial

 *Todas as sessões serão realizadas sempre as 18h30.

 FILMOGRAFIA

MEU MUNDO EM PERIGO – longa-metragem

2007, ficção, 35 mm, 96 minutos.

Sinopse:

Elias vê seu mundo ameaçado quando sua ex-mulher, uma junkie em recuperação, pede a guarda de seu filho. Desesperado, após matar um homem em um acidente de trânsito, ele se esconde em um hotel decadente no Centro de São Paulo. Lá, ele conhece uma garota que também foge de seus problemas familiares. Juntos, eles vão tentar descobrir um novo sentido para suas vidas.

Principais prêmios:

- Prêmio de Melhor Ator (Eucir de Souza), Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Milhem Cortaz), Melhor Filme e Prêmio da crítica – Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2007). 

SE NADA MAIS DER CERTO – longa-metragem

2008, ficção, 35mm, 120 minutos.

Sinopse:

“Se nada mais der certo” mostra uma classe média achatada, num país cujo crescimento nos últimos anos ficou aquém do esperado. Léo (Cauã Reymond), um jornalista falido de cerca 30 anos, conhece Marcin (Caroline Abras), um tipo ambíguo e frequentador de “bocas”, que o apresenta a Wilson (João Miguel), prestes a ser um taxista sem táxi, pois não consegue obter o mínimo de dinheiro para não perdê-lo. Os três se unem para realizar um pequeno golpe que acaba sendo bem sucedido e surge uma forte relação de afeto entre eles. A partir daí, as oportunidades aparecem e, quase sem perceber, Léo se envolve numa vida criminosa.

Principais prêmios:

- Prêmio de Melhor Filme, Melhor Roteiro, Melhor Atriz (Caroline Abras) no Festival do Rio de Janeiro (2008).
- Prêmio da Câmara Legislativa de Melhor Filme Brasiliense, Prêmio Saruê no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2008).
- Prêmio de Melhor Ator (Cauã Reymond) e Melhor Atriz (Caroline Abras) no 2th Los Angeles Brazilian Film Festival.
- Prêmio de Melhor Filme, Melhor Ator (João Miguel) e Melhor Atriz (Caroline Abras) no 11o  Festival du Cinéma Brésilien de Paris.
- Prêmio de Melhor Ator para Cauã Reymond e João Miguel no 13 th Brazilian Film Festival of Miami.
- Prêmio de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Montagem e Melhor Ator (Cauã Reymond), no 19º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema.
- Prêmio do Júri Popular de Melhor Atriz (Caroline Abras) e Melhor Ator (Cauã Reymond), no 9º Festival Ibero Americano de Cinema de Sergipe (Curta-SE 9).
- Prêmio de Melhor Diretor, Melhor Atriz (Caroline Abras) e Melhor Ator (Cauã Reymond), no 4º Brazilian Film Festival of Toronto 2009.
- Prêmio de Melhor Montagem no 5º Festcine Goiânia.

 A CONCEPÇÃO – longa-metragem

2005, ficção, 35mm, 90 minutos.

Sinopse:

 Alex, Lino e Liz são filhos de diplomatas que vivem juntos em Brasília num apartamento vazio, sem os pais, e cheio de quinquilharias globalizadas. Trocam afetos variados alheios ao mundo. Entediados, tentam viver cada dia como se fosse único. O processo radicaliza quando X, uma pessoa sem nome e sem passado, entra na casa e propõe ir sem reios a idéia de viver apenas um dia. Pra isso propõe um falso movimento chamado Concepcionismo, que consiste em morte ao ego, ser tudo de todas as maneiras, abolir o dinheiro entre outras coisas, seguir o caminho do excesso, nem que para isso seja necessário drogas, documentos falsos, total despudor. O mundo seria um grande teatro e o concepcionista um criador de personagens que duram apenas 24 horas.

Principais prêmios:

- Prize of proclamation for accomplishment of the Ministry of the Culture (2003).
- Prêmio de Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora e Prêmio Assembléia Legislativa para Melhor Filme Brasiliense no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2005).
- Prêmio de melhor Director de Arte no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (2006).
- Prêmio de Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Fotografia, Melhor Ator (Matheus Nachtergaele) no Prêmio FIESP de Cinema (2007).

 SUBTERRÂNEOS – longa-metragem

2003, 35mm, ficção, 86 minutos.

Sinopse: 

 Breno, sindicalista que abandona o trabalho para escrever um livro sobre o Conic – centro comercial de Brasília povoado por prostituas, evangélicos e travestis. Durante três dias, Breno percorre os corredores do local, onde encontra figuras como Ângela, que busca desesperadamente uma solução para sua vida e Giovani, um italiano que está gravando um documentário sobre o Conic.

 CURTAS

 50 ANOS EM 5 – curta-metragem 

2010, 35mm, ficção, 8 minutos.

Sinopse: Homem de 50 anos que tem por habito ficar parado na faixa do segurança pensativo, se descobre um dia apaixonado. Todo dia a mulher, mais nova, que ele está apaixonado, atravessa o eixão ou por cima, na pista, ou por baixo, pela passagem subterrânea. O que não muda é que ela passa sempre no mesmo horário. Daqui a cinco minutos, depois da sua descoberta de paixão. Sua passagem não dura mais que 50 segundos. Nesse tempo de espera, o homem vai lembrar dos seus amores e frustrações.

UM TRAILER AMERICANO – curta-metragem

2002, 35mm, ficção, 13 minutos.

Sinopse: O trailer onde moram Nádia, Flores e Mustang quebrou diante de um drive-in e eles nunca o consertam. Ficam falando sobre amenidades, a vida, e vêem os filmes americanos que passam no cinema em frente. Sem perceber, adoram tudo que é americano. Amam-se, mas estão em crise e sentem uma preguiça imensa pelo universo a suas voltas. A história é contada como um trailer de cinema, sem um tempo linear. 

Principais prêmios:

- Prêmio para realização concurso Petrobrás para curta metragem.
- Prêmio de Melhor Montagem no Festival de Cinema de Recife (2003).
- Menção Honrosa ABD-RJ no Festival Curta Cinema.
- Favoritos do Público no Festival Internacional de Curtas Metragens de SP (2003).

DEZ DIAS FELIZES – média-metragem

2002, 35mm, ficção, 20 minutos.

Sinopse: Casal de jovens namorados, na cidade de Brasília, vão fazer um aborto. No caminho, eles sentem medo, angústia, tristeza e se lembram de momentos felizes que passaram juntos. E se reencontram 10 anos depois.

Principais prêmios:

- Prêmio para realização do Pólo de Cinema e Vídeo Grande Otelo.

 TEPÊ

1999, 35mm, ficção, 17 minutos.

Sinopse: Noite de chuva em Brasília. Beto, um ateu convicto, depois de beber umas e outras com os amigos no bar, pega um táxi e inicia uma conversa bem humorada com o taxista Tepê, um senhor bonachão. Em meio ao temporal os dois passam um susto e Beto agradece a Deus. Tepê aproveita e ironiza a falta de fé de Beto e mostra saber tudo sobre sua vida: o que ele fez e qual será seu destino.

Principais prêmios:

- Melhor Filme – Júri Popular e Melhor Roteiro no 32o Festival de Brasília.
- Prêmio Assembléia Legislativa para Melhor Filme Brasiliense, 1999.
- Prêmio Melhor Filme Júri Popular, Melhor Montagem, Melhor Ator (Rogério Fróes) Festival de Gramado
- Melhor Filme – Júri Popular, Melhor Fotografia e Prêmio Especial ABD no 7O Festival de Cinema de Vitória.
- Favoritos do público no Festival Internacional de Curtas Metragens de SP, 2000.
- Melhor Argumento no Festival de Cinema de Cuiabá.
- Considerado entre os 30 curtas da década de 90 num levantamento feito pelo CTAV com vários críticos e realizadores.
- Finalista do Grande Prêmio Cinema Brasil de melhor Média Metragem

 5 FILMES ESTRANGEIROS – curta-metragem

1997, 35mm, ficção, 14 minutos.

Sinopse: Um nepalês sociopata, um casal francês em crise, um brasileiro maníaco, paraguaios em festas e artistas africanos em turnê se cruzam num dia fatal.

Principais prêmios:

- Melhor Filme e Melhor montagem no 30o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
- Prêmio Assembléia Legislativa para Melhor Filme Brasiliense, 1997.
- Prêmio Especial do Júri no 27o Festival de Cinema de Gramado.
- Prêmio de Melhor Filme – Júri Popular no 3o Festival Luso -Brasileiro de Cinema.

 

 
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Conheça um pouco do elenco de “Meu Mundo em Perigo”

02 dez

“Meu Mundo em Perigo” apresenta atores com trabalhos sensíveis e reconhecidos em todo o país, seja no teatro, na televisão ou no cinema. Conheça um pouco de alguns atores, seus personagens e suas trajetórias.

 Eucir de Souza é Elias, um fotógrafo desempregado, que se vê seu mundo ameaçado quando sua ex-mulher reaparece e pede a guarda de seu único filho. Depressivo e confuso, ele vai tentar achar um novo sentido para sua vida e provar na lei e par si mesmo, que é capaz de cuidar do filho. Pela interpretação de Elias, Eucir recebeu o Prêmio Candango de Melhor Ator, no Festival de Brasília de 2007. No cinema também participou de “Se Nada Mais Der Certo”, de Belmonte, “Através da Janela” de Tatá Amaral, entre outros longas e curtas. No teatro, foram mais de 40 produções, onde trabalhou com diretores como José Celso Martinez, Mário Bortolloto, Naum Alves de Souza, Cibele Forjaz, Fernando Bonassi, entre outros.

Milhem Cortaz, que ficou conhecido como o corrupto policial Capitão Fabio, em Tropa de Elite (I e II), em “Meu Mundo em Perigo” interpreta um personagem completamente oposto, Fito, um sujeito frágil e pacífico. Fito mora com a mulher e o pai em uma casa de subúrbio, e vive abaixo dos mandos e desmandos da esposa e das humilhações do pai. Por sua atuação em “Meu Mundo em Perigo”, Milhem ganhou o Prêmio Candango de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Brasília, em 2007.

 

Rosanne Mulholland é a doce Isis, uma jovem triste que foge de casa e se hospeda em um hotel decadente no centro da cidade. Ela não fala, faz anotações em bilhetinhos para se comunicar com as pessoas. Está tentando se redescobrir e fugir dos seus problemas familiares. Quando encontra Elias, percebe uma possibilidade de entendê-lo e si mesma também. Rosanne também trabalhou com Belmonte em “A Concepção” (2006). Em 2008 trabalhou com Carlos Reichenbach, em “Falsa Loira”, além de participações em longas como “Bellini e o Demônio”, “Nosso Lar” entre outros. Recentemente estava em cartaz no Rio de Janeiro, com a peça “Último Dia da Inevitável História de Letícia Diniz”, texto e direção de Marcelo Pedreira.

 

 
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Divagações sobre o método

02 dez

J.E. Belmonte, comenta sobre o método na realização de um filme. Posto do Diário de Gravação, no dia 28 de abril de 2007.

“Descobri uma coisa com o tempo que não existe método. Isso é uma invenção de algumas pessoas pra mostrar como chegam ao que querem e para parecer genial. Criam códigos, mitologias sobre si mesmas, livros e até…blogs (quem sabe). Mas o fato que num projeto quem manda é o filme, não o diretor. Devia ser pelo menos assim: o diretor agente de uma mensagem e/ou sensação que sai dele, mas vai além de quem criou. Quero dizer com isso que cada filme tem suas particularidades.  Não dá pra repetir os mesmos procedimentos de um filme pra outro. O pudor físico de melodrama do “Meu Mundo…” ficaria ridículo na “Concepção”. A instabilidade da câmera desses dois filmes não funcionaria no contemplativo “10 Dias Felizes”. A improvisação, o nonsense da  atuação do “Trailer Americano” não cabe num filme aristotélico e de roteiro encadeado como “Tepê” e por vai… é preciso conhecer vários métodos e ter um repertório (técnico e intelectual) vasto pra entender que um filme pede e se entregar de peito aberto.”

 

 

Sobre a fotografia

01 dez

Continuando a divulgação do Diário de Gravãção idealizado pelo diretor J. E. Belmonte, segue o texto que o diretor de fotografia elaborou, contando um pouco do filme, sob a perspectiva da fotografia.

Meu Mundo em Perigo
Um texto sobre a fotografia.
André Lavenère Bastos

“Este é um filme que trata de conflitos, os personagens em geral se sentem injustiçados, traídos pelo mundo, pelas relações, pela vida. Todos vêem o mundo a partir de si próprio, esperando sempre que as “injustiças” acabem, que a vida acabe por lhes dar o que é de direito.
Neste sentido temos no filme uma forma de enquadrar, um jeito de fazer a câmera, que tenta mostrar estes conflitos sem que a câmera se torne um personagem. Numa boa, parte do filme temos planos bem fechados, que vai buscar lá no fundo, nos olhos dos personagens, estes conflitos, esta angústia. Em alguns momentos a câmera tenta ver o mundo a partir da perspectiva do personagem. É uma câmera viva, sempre na mão, tentando buscar as emoções, tentando ajudar a construir esta imagem.
Tecnicamente o filme é muito simples. Trabalhamos sempre com pouca luz, às vezes até sem nenhuma. Na verdade tentamos trabalhar sempre com a luz que já existia no lugar, quando necessário reforçávamos isto, mas sempre com o mínimo de interferência. Filmamos quase sempre, com duas câmeras. Tínhamos pouco tempo p ra filmar e duas câmeras ajudam a ganhar tempo.
Com pouco recurso e conseqüentemente pouco tempo, tínhamos que ter um desenho de filmagem que viabilizasse o filme. Equipe e equipamento o mais “leve” possível. O formato HDV além da leveza e agilidade, tem um custo bem mais baixo que 16mm ou 35mm. Este operacional “leve” também ajuda no sentido de causar menos interferência no trabalho dos atores, equipe reduzida, pouco equipamento, tempo de fita. Um chassi 16mm de 400 pés tem mais ou menos 10 minutos, o 35mm 4, na fita temos 30 minutos. E ainda tínhamos a possibilidade de continuar filmando com uma câmera enquanto a outra trocava de fita.
O trabalho junto a direção e a direção de arte fluiu sempre com facilidade. Muita cooperação e sensibilidade às necessidades do outro departamento, sempre procurando soluções juntos. Toda a equipe estava muito envolvida com o filme.
Desta forma o trabalho da fotografia ficou muito mais fácil, e as filmagens aconteceram “seguindo um fluxo”, fluxo este idealizado pela direção e construído por toda a equipe.”

 
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Impressões do elenco – Rosanne Mulholland.

29 nov

Depoimento de Rosanne Mulholland sobre sua participação em Meu Mundo em Perigo. O depoimento foi postado no blog Diário de Gravação no dia 26 de março de 2007.

“Fiz este filme por paixão, confiando no trabalho do diretor, encantada com a personagem e com o roteiro. Tinha gravado com o Belmonte um pequeno teste, que definiria como ele filmaria de acordo com a experiência dos atores na rua, no meio das pessoas, improvisando e se relacionando com as mesmas. Gostei da experiência e, por sorte, o diretor me escolheu para o papel. Começamos com uma preparação, buscando a energia dos personagens e as relações entre os mesmos. Fizemos também uma leitura com todo o elenco, em sua maioria, formado por atores renomados de São Paulo. Em seguida, definimos cabelos, maquiagem e figurino, dando uma cara pra cada papel. Usamos roupas de uso pessoal dos atores ou da figurinista. Começamos a filmagem num pequeno hotel no centro de São Paulo. Equipe pequena, clima gostoso. Foram aproximadamente 15 dias de filmagem.  O diretor, com muita delicadeza, recebia os atores no set já preparando o clima pra cena. A maior parte do meu trabalho era com o ator Eucir de Souza, com quem tive muito prazer em trabalhar, pois além de um excelente ator, é muito generoso com os colegas. Belmonte, por sua vez, dirige os atores como eu nunca vi, sempre cuidando para que o set seja favorável à atuação e para que os atores dêem o melhor de si. Sabe exatamente o que quer e o que fazer pra que os atores sigam com ele. Foi um trabalho muito gostoso, delicado e íntimo.  Passamos por algumas dificuldades devido à verba reduzida, algumas mudanças de roteiro precisaram ser feitas, Mário Bortoloto era avisado sobre o que estava acontecendo e escrevia novos textos conforme a necessidade. Precisávamos sempre nos adaptar ao que o dinheiro (ou a falta dele) nos permitia. Fiz questão de fazer esse filme e hoje acredito que seja meu melhor trabalho no cinema. Trabalhei por acreditar que nas condições oferecidas por Belmonte, conseguiria desenvolver um bom trabalho e contar uma história atual, delicada e comovente. Acho que acertei.”